Meu coração dispara, as pernas tremem, o frio na barriga é inevitável, e incontrolável. Meu celular está nas minhas mãos, tenho teu número, finalmente. Basta um toque. A coragem some, fico mais covarde que o leão do Mágico de Oz. O que eu digo? Como eu digo? Passo e repasso frases feitas. Não está bom. Muda. Calma, respira. Repete; denovo. Tudo fica muito bem ensaiado. É como um teatro. Mas a ansiedade que sinto não é por causa do público. É por causa de um interlocutor; você.
Como posso ser tão corajosa, saber de tudo, se na hora que mais preciso não consigo controlar nem a mim mesma? Respiro denovo. É isso. Agora vai. Aperto o botão. Toca uma vez. Aimeudeus, o que eu ia falar mesmo? Toca denovo. Ah, lembrei, ufa! Terceiro toque. Alô. Sua voz me embriaga. Estou tremendo, ainda bem que você não pode me ver agora! O que eu ia dizer mesmo? Ah sim! Alô?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Tecle "Dial"
Postado por Dani T. às segunda-feira, junho 14, 2010
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1 comentários:
ok, desisto, você é otima nisso. continue assim :D beijos e parabéns! By: Leca Sales
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