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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Complicada e perfeitinha

Ela é uma garota confusa. Ela quer tudo, e acaba ficando com o nada. Mas ela já está se acostumando com isso. Péssimo hábito tem de se acostumar com as coisas erradas. Mas a garota é uma sonhadora, e não se envergonha disso. O problema é que ela sonha alto, muito alto; acima da estratosfera, e parece então, que as coisas nunca correspondem às suas expectativas. Às vezes ela se pergunta o que há de errado com ela. Por que é sempre assim? Ela queria que as coisas fossem mais fáceis. Parece que seus sentimentos e os dos outros nunca estão em sintonia. Ela nunca conseguiu se apaixonar por alguém que já fosse apaixonado por ela. "Qual é o meu problema?!" Ela tem vontade de desabafar. E então, escreve. E escuta suas músicas favoritas. E assiste aos seus filmes favoritos (aqueles em que tudo dá certo no final). Tanta perfeição a faz mal. A vida não é perfeita. Ela reluta em aceitar. Com essa ideia ela não se acostuma. Gosta que seja tudo do seu jeito. É teimosa. Mas ela quer alguém que a complete, que veja o mundo como ela vê, que seja feliz como ela é. Ela não sabe se já encontrou essa pessoa. Eu disse, é complicado para ela. Essa incerteza de não saber a machuca - e às vezes, ofusca um pouco do sol que ela tem por dentro - quando vem à tona.
Mas o pior de tudo, é que ela sabe de toda a história, disso tudo. Mas é seu jeito, não dá pra mudar, nem se ela quisesse. E quer. Mas ela também é impulsiva e age sem pensar, e quando vê, lá está de novo; indo pelo caminho mais incerto, complicado; só pra sentir a emoção de ver no que vai dar.

"And the 7th thing I hate the most that you do: you make me love you."♫

quarta-feira, 14 de março de 2012

Foda-se, álcool e Rock n' Roll

À primeira vista, não havia nada de muito especial; cabelos longos, unhas bem-feitas,  carinha de anjo. Mas ela era diferente das demais. Por trás da aparência comportada, vivia um furacão, uma leoa adormecida esperando a hora de levantar e rugir. Por trás daquela aparência de quem não se importa, havia uma sinfonia de sentimentos que ela não mostrava a ninguém. Emoções embaladas ao som do rock de suas bandas favoritas e regadas a coca-cola com vodca.
Quem a conhecia melhor, notava uma garota divertida, louca, dorgada, de bem com a vida; com muitos planos, sonhos e metas. Tinha um jeito todo especial de se importar com os outros, ao mesmo tempo que estampava um "foda-se" para o mundo. Sabia mesclar o sério com o hilário e alegrar as pessoas com seu sorriso. Sabia mostrar o lado positivo de cada situação para os outros, embora às vezes não conseguisse ver esse lado, quando se tratava de sua própria vida. Fazia questão de aparentar forte, dona de uma força que talvez ela nem mesmo tivesse. Dizia que não se importava, em voz alta para o mundo ouvir. Fazia cara de agonia para sentimentos e filosofias de vida. Não queria se mostrar vulnerável. Era dona de si, independente, decidida. Não lhe agradava a ideia de ficar dependente de alguém, de voltar sua vida, seu universo para outra pessoa. Não queria correr riscos desnecessários, e se machucar era um deles. Tentava com todas as forças não se envolver com ninguém, nem deixar transparecer o que realmente sentia. Controlava os batimentos acelerados e as mãos suadas só para não admitir para si mesma que gostava. Pois admitir isso seria admitir que, mais uma vez, poderia sentir a dor de ter seu coração quebrado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Hope


Eu só queria... não sentir nada. Só por um momento, só agora. Não sentir essa angústia toda, esse medo. O medo que eu jurei nunca mais sentir, as lágrimas que eu jurei nunca mais derramar. Por ninguém. 
E aqui vou eu denovo, pelo mesmo caminho, o complicado; aquele que eu sempre escolho. Rezando pra que aquele pensamento de que dessa vez vai ser diferente não seja só uma ilusão. Mera utopia. Seja real. Seja real. Seja real, pelo menos dessa vez.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Abra a janela, deixe o vento entrar

Às vezes, as melhores coisas nos acontecem e não devemos ficar tristes quando elas passam, pois tudo tem uma razão, um motivo de ser; e aqueles momentos, mesmo que passageiros, deixam marcas profundas no coração, e quem sabe, mudam nosso jeito de enxergar o mundo. 
 
 E às vezes, ainda, coisas boas se vão, somente para deixar outras, ainda melhores, entrarem.



 para a biiibs (:

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SOS - abra o cadeado

  Ela não aguentava mais. Estava à beira de um colapso nervoso. Tinha quinze anos, era tratada como se tivesse cinco. Dela não se tem muito o que falar; nem ao menos era feliz. Não estava feliz agora, pelo menos. Ela chorava, mas dessa vez as lágrimas que caíam no seu colo não eram por nenhum garoto. Ela chorava pelo nada, pela ausência de cores da sua vida.
Não é como se ela quisesse, era quase uma imposição; uma que ela não podia desrespeitar. Pobre garota, por dentro sempre fora um pássaro querendo aprender a voar; mas fora engaiolada antes mesmo de aprender, por quem se auto-intitulava "amiga", por quem dizia que se importava com ela, que aquilo era pro seu próprio bem.
Que nada.
Bullshit.
Mentiras!
E agora ela era só um pardal solitário, que não sabia voar, batendo a cabeça contra a gaiola; tentando achar uma maneira de sair dali.
Como se conseguisse...
E mesmo se conseguisse, não fugiria.
Não fugiria por medo do que sua "dona" iria achar, iria fazer.
Que idiota. Ela sempre se preocupou demais com o que sua "proprietária" iria pensar. Pois é isso que ela era. Uma posse. E mesmo com tudo isso, ainda assim, tentava, fazia de tudo para deixar sua "dona" feliz; pra pelo menos ser deixada em paz. Ela não aguentava mais receber gritos - sem ter feito nada. - Nada que fizesse era suficiente. Nada agradava o bastante, e ela continuava dando, se esgotando por dentro, tentando satisfazer os caprichos da sua "dona".
E a cada dia ela ficava mais fraca, a esperança ia se esgotando, a visão escurecendo. Quando iria acabar? Quando ela seria -finalmente- livre? Quando aquilo iria acabar?

Aquilo iria acabar?