Recomeço. A outra história não teve um começo; somente um meio conturbado e um fim que me despedaçou. Tive que me reconstruir, pedaço a pedaço e montar outra vez. Ainda não acabei o trabalho, a tinta está fresca, cuidado! Não esbarre em mim, eu posso desmoronar denovo. Você vai me ajudar a coletar os pedaços? Se sim, então peço que fique. Se não, apenas vá. Não quero outra historinha. Preciso viver minha vida, aprender o significado dela de novo, renovar as esperanças. Mas dessa vez serei mais esperta: depositarei as minhas esperanças em mim, apostarei todas as minhas fichas em mim mesma, não nos outros. Um novo começo, pra uma história que não teve um. Mudar, de novo, até chegar no ponto certo. Vou tentando até a hora em que tudo der certo. Vou confiar em mim, fazer o que der na telha; aproveitar meus últimos meses nessa cidade. Afinal, não quero levar lembranças ruins, só boas. Curtir, sem me importar com o amanhã, e principalmente no que os outros vão pensar.
Estou de passagem.
Estou de saída.

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